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GEMINI


GEMINI | texto de Isidro Fortunato oferece uma análise profunda das dinâmicas neocoloniais, argumentando que elas são o resultado direto e intencional do fracasso das independências africanas. Para o autor, o Estado colonial herdado no pós-independência é a principal ferramenta para perpetuar a dominação e a exploração de África.

​A seguir, apresentamos a estrutura e os argumentos centrais do autor:

​1. A Raiz do Fracasso: O Desenho das Independências

​Fortunato sustenta que os processos de independência foram estruturados para garantir a “falência estrutural” e a continuidade da dominação, não para a verdadeira autodeterminação.

​Governos e Instituições Assimiladas: A África pós-colonial foi deixada com “governos assimilados” e “instituições não-Africanas”. A própria “concepção colonial de estado” é vista como parte incontornável do fracasso.

​Ausência da Cultura: A cultura africana nunca foi o “centro gravitacional” das mudanças, da construção de identidade ou do pensamento social, político e económico.

​2. A Dependência como Estratégia de Pilhagem Organizada

​O autor define a dependência como a chave para o funcionamento da exploração neocolonial.

​Lentes Coloniais: Os Estados africanos foram “condicionados a ver a civilização a partir das lentes coloniais” e a moldar o seu futuro através do “diálogo permanente com instituições não-Africanas”.

​Exploração Organizada: Esta dependência não é um mero subproduto, mas sim a “parte fundamental da exploração organizada, do extrativismo, da pilhagem” e da estratégia pós-colonial.

​3. A Necessidade de Ruptura e Descolonização Estrutural

​Não é possível alcançar mudanças reais sem uma ruptura radical com os modelos herdados.

​Ferramentas de Guerra Cultural: A educação e a religião são explicitamente identificadas como “ferramentas de guerra cultural”, e não como instituições capazes de restaurar identidades ou projetar uma Nação que sirva os interesses africanos.

​Requisitos para Mudança: Mudanças efetivas e “transformações estruturais” exigem a “descolonização e a ruptura para com os modelos coloniais”.

​4. Os Epicentros de Poder e a Corrupção como Base do Sistema

​Fortunato identifica os agentes internos que viabilizam a continuidade do colonialismo.

​Elites e Burguesias: O neocolonialismo é viabilizado pelas “elites políticas, as classes burguesas construídas por acordos secretos e pactos ocultos”.

​Corrupção Estrutural: A corrupção não é uma falha ou uma consequência, mas sim a “base de conceção do sistema” e um mecanismo essencial de viabilização neocolonial.

​A “Trincheira Final”: A ideia é resumida na frase: “O estado colonial é a derradeira trincheira do colonialismo.”

​Em síntese, Isidro Fortunato argumenta que o modelo de Estado implantado em África no momento das independências foi intencionalmente defeituoso para garantir que as ex-potências coloniais e as elites internas pudessem continuar o extrativismo e a dominação. A solução passa por uma descolonização completa que vá além da política, alcançando as esferas cultural, educacional e institucional.

​Gostaria de saber mais sobre a visão do autor sobre as “instituições não-Africanas” ou como ele propõe que a cultura se torne o “centro gravitacional” da Nação?

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3 Comments
  • James Rodri

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    2:35 pm janeiro 26, 2020 Responder
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    2:35 pm janeiro 26, 2020 Responder
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      2:35 pm janeiro 26, 2020 Responder
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